Metodologia Clarus

Clarus é uma palavra do latim. Significa claro, luminoso, evidente.

Escolhi esse nome porque foi exatamente isso que precisei encontrar quando a distonia focal tomou minha mão: clareza. Não apenas sobre o que estava acontecendo no meu corpo, mas sobre como estudar, como tocar, como voltar — sem me destruir no processo.

Depois de 25 anos como primeiro clarinetista da OSESP e mais de quatro décadas tocando, eu me vi tendo que reaprender algo que parecia esquecido para sempre. Não havia um método pronto. Não havia um caminho óbvio. Fui construindo o meu, passo a passo, combinando o que aprendi como músico profissional com o que descobri sendo paciente de mim mesmo.

A Metodologia Clarus é o resultado desse percurso.

Não é um protocolo clínico. Não é uma promessa de cura. É uma forma de trabalhar que leva a sério tanto a complexidade neurológica da distonia quanto a realidade de quem precisa continuar sendo músico — ou quer voltar a ser.

Ela se apoia em três pilares: a consciência do movimento, a reorganização do estudo, e a reconstrução da confiança. Cada um desses elementos foi testado em mim antes de ser proposto a qualquer outra pessoa.

Se você está lidando com distonia focal, sabe que o maior obstáculo não é técnico. É não saber se é possível voltar. A Clarus não ignora esse peso — ela começa justamente aí.